4 de fev. de 2010

Planejar Sarandi é preciso... e possível, sim!

Quando as dificuldades sociais se avolumam e os instrumentos de governo não dão conta em atender a demanda por serviços uma das primeiras reclamações apontada é que houve "falta de planejamento" para isso ou aquilo. Mas afinal, por que nossos antigos governantes não pensaram neste elemento estratégico como promotor de benfeitorias sustentáveis para toda uma cidade? O grande problema é que desde cedo em nossa cidade faltou "Eixos Gestores" atuantes que rompessem os modelos excludentes da base do "toma lá, dá cá" instalado ao longo da sua história. Ilustremos alguns destes Eixos "travados" que padeceram por descontinuidade: Cadê a "badalada" descentralização das decisões democráticas das políticas públicas, ou seja, a interação do poder social com o poder político? Alguém viu por aí a supremacia dos interesses coletivos locais no contexto da Região Metropolitana de Maringá sob a ótica integracionista "do que queremos" versus "o que podemos"? Relate-me, para finalizar, se há algum boato sobre como está em Sarandi a transversalidade e integração dos debates entre as políticas setoriais locais (Saúde, Educação, A.Social, etc) com a sociedade civil e organizada? Portanto, neste contexto para expurgar os flagelos históricos do retrocesso deveria haver em prática uma "Gestão Criativa" que obtenha respostas modernas e rápidas, pois não dá mais para se construir um futuro feito apenas de "promessas" e olharmos pela nossa janela uma realidade deprimente, onde 40% de nossas famílias que residem Sarandi estão em situação de pobreza, ou seja, das cerca de 21.200 famílias residentes, um número próximo a 4.266 famílias são consideradas extremamente pobres. É lamentável, não é?

Dr. Allan Marcio - Colaborador